Marketing Opus 21/02/2017

MOANA: UM PARADOXO ENTRE A FANTASIA E A REALIDADE

Por Wladimir Martins

Sempre que assisto a um filme da Disney, observo não somente os encantamentos da história, mas tudo o que podemos adquirir de aprendizado, pois os contos são recheados de adjetivos e enredos motivacionais.

Para aqueles apaixonados pela Disney, seja por qual motivo for, trago reflexões de mais uma belíssima produção, com inúmeras lições para nossa vida, que de certa forma unem a ficção e a realidade.

Moana Waialiki, um misto de princesa e guerreira, é uma corajosa jovem, filha de um chefe tribal da Oceania, que busca referências em seu passado para salvar o futuro. Assim, revelam-se os primeiros indícios da relação com nossas vidas, a busca pelas nossas histórias, não para ficarmos presos e nos acomodarmos, mas sim para que nos impulsionem a quebrar nossos próprios paradigmas, para que possamos vencer nossos medos e os obstáculos que se colocam a nossa frente.

Jovem destemida, Moana tem uma visão ampla, quer romper os limites impostos pelo medo que tomou conta de sua família… alguma semelhança com a sua vida?

De fato, acredito que sim, vejo muitos jovens com esse perfil de comportamento, mas com algumas diferenças, já que Moana é determinada, voluntariosa, independente. Assim, não tem medo do que possa encontrar pela frente e, principalmente, é autossuficiente, uma característica imprescindível para quem quer vencer, utilizando-se apenas dos seus próprios recursos, sem criar dependência.

Muitos sonhadores querem vencer, mas sem derramar uma gota de suor para alcançar seus objetivos; querem iniciar no topo, porém a grande maioria das subidas meteóricas têm também quedas inesperadas e com ainda maior velocidade. O melhor é olhar para trás e verificar o que foi construído e o quanto de dedicação e esforço foi colocado na conquista.

Moana é uma personagem lutadora, empoderada e livre para encontrar seus caminhos e suas escolhas, não se deixa abalar pelos “nãos”, pelas opiniões contrárias, construindo, assim, o seu legado. Um “não” pode se transformar em um fator de altíssimo subsídio motivacional ou desmotivacional, dependendo da dose de interferência e do grau de importância que lhe atribuímos.

Posso transformar um “não”, em uma fonte de energia, tornando-se, assim, um fator impulsionador para que eu não desista; ou, por outro lado, posso me abater e acreditar que realmente sou um fracassado e não seguir em frente. Qual é a sua escolha?

Tenho certeza de que Moana não iria titubear nesta resposta.

Entre deuses e semideuses, Moana se destaca, não por ter poder externo de provocar movimentos transcendentais, mas com um poder imenso interno, de alguém que acredita que tudo pode ser diferente; em vez de ficar encaixotada em antigas convicções, decidiu lutar por uma civilização diferente.

Quantas vezes encontramos em nossa jornada, pessoas que acreditam ser deuses e semideuses, que menosprezam a capacidade do outro, sem ao menos ouvi-lo, nem ao menos respeitá-lo. Mas a nossa verdadeira essência está em continuar a navegar, mesmo que o mar esteja turbulento e que as intempéries do dia nos aliciem para a desistência.

Metaforicamente falando, Moana tem em mãos um bem muito precioso, o coração de Te Fiti, personagem de uma deusa protetora, simbologia que podemos traduzir como um instrumento de inspiração para Moana, que resolve desbravar fronteiras para conseguir entregar o coração a sua verdadeira dona e dessa maneira salvar o mundo. Uma metáfora que se traduz em uma relação extraordinária com a realidade, pois iremos buscar nossas fontes de inspiração para conquistarmos nossos objetivos. Porém, lembremo-nos sempre de que a motivação está dentro de cada um de nós; sem ela, nós não avançamos. Moana buscou inspiração no coração de Te Fiti, mas alimentou a sua automotivação em busca daquilo em que realmente acreditava.

O filme Moana tem um final feliz, pois ela consegue conquistar aquilo a que se propõe, vence todas as crenças que a limitam e se transforma em uma líder que deixa um legado de bons exemplos a serem seguidos ou questionados, sendo o maior deles o respeito pelas suas origens e a perseverança para lutar por algo que, a princípio, parece impossível.

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